Salário-maternidade: quem tem direito, valor do benefício e como solicitar no INSS
Saiba quem tem direito ao salário-maternidade, qual o valor do benefício, quanto tempo dura e como solicitar no INSS de forma simples e esclarecedora.
Dra. Amanda Siris
3/17/20264 min read


O salário-maternidade é um benefício previdenciário destinado a garantir renda à segurada durante o período em que precisa se afastar do trabalho em razão da maternidade. Esse benefício assegura proteção financeira à mãe ou à pessoa responsável pela criança nos primeiros meses após o nascimento ou adoção.
Previsto na legislação previdenciária brasileira, o salário-maternidade integra o sistema de proteção social administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social e está regulamentado principalmente pela Lei nº 8.213/1991 e pelo Decreto nº 3.048/1999.
Neste artigo, você vai entender quem tem direito ao salário-maternidade, qual é o valor do benefício, quanto tempo dura e como solicitar junto ao INSS.
O que é o salário-maternidade?
O salário-maternidade é um benefício previdenciário pago durante o período de afastamento da segurada em razão da maternidade ou de situações relacionadas ao nascimento ou adoção de uma criança.
O benefício pode ser concedido nas seguintes hipóteses:
nascimento de filho;
adoção de criança;
guarda judicial para fins de adoção;
aborto espontâneo ou aborto permitido por lei;
parto de natimorto.
O objetivo do benefício é substituir temporariamente a renda da segurada durante o período em que ela não pode exercer suas atividades profissionais, garantindo maior segurança financeira nesse momento.
Quem tem direito ao salário-maternidade?
Uma das dúvidas mais comuns é justamente: quem tem direito ao salário maternidade?
De forma geral, podem ter direito ao benefício as pessoas que possuem qualidade de segurado perante o INSS, ou seja, que contribuem ou contribuíram recentemente para a Previdência Social.
Entre as principais categorias que podem receber o benefício estão:
trabalhadoras com carteira assinada;
empregadas domésticas;
trabalhadoras avulsas;
contribuintes individuais (autônomas);
seguradas facultativas;
seguradas especiais (trabalhadoras rurais);
pessoas desempregadas que ainda mantêm a qualidade de segurado.
Cada categoria possui regras próprias para comprovação do direito ao benefício, especialmente em relação ao número mínimo de contribuições.
É necessário cumprir carência para receber salário-maternidade?
A carência corresponde ao número mínimo de contribuições exigidas para que o segurado tenha direito a determinados benefícios previdenciários.
No caso do salário-maternidade, a regra varia conforme a categoria da segurada.
Seguradas que não precisam cumprir carência
Não é exigido número mínimo de contribuições para:
empregadas com carteira assinada;
empregadas domésticas;
trabalhadoras avulsas.
Nesses casos, basta que exista vínculo de trabalho no momento do afastamento.
Seguradas que precisam cumprir carência
Para algumas categorias, a legislação exige mínimo de 10 contribuições mensais, como ocorre com:
contribuintes individuais (autônomas);
seguradas facultativas;
seguradas especiais em determinadas situações.
Já nos casos de desemprego, pode haver direito ao benefício se a pessoa ainda estiver dentro do chamado período de manutenção da qualidade de segurado.
Qual é o valor do salário-maternidade?
Outra dúvida muito frequente é: qual o valor do salário-maternidade?
O valor do benefício depende da forma de contribuição da segurada.
De modo geral:
Empregadas com carteira assinada recebem valor equivalente à sua remuneração mensal.
Empregadas domésticas recebem valor correspondente ao último salário de contribuição.
Contribuintes individuais ou facultativas recebem valor calculado com base na média dos salários de contribuição.
O benefício também está sujeito aos limites mínimo e máximo estabelecidos pela Previdência Social.
Quanto tempo dura o salário-maternidade?
Na maioria das situações, o benefício é pago por 120 dias, o que corresponde a aproximadamente quatro meses de afastamento.
Esse prazo pode variar em situações específicas:
parto ou adoção – normalmente 120 dias;
aborto espontâneo ou previsto em lei – em regra 14 dias;
natimorto – mantém-se o período integral de 120 dias.
O afastamento pode começar até 28 dias antes do parto, desde que haja recomendação médica.
Quem paga o salário-maternidade?
Dependendo do tipo de vínculo da trabalhadora, o pagamento pode ser feito por dois responsáveis distintos.
Para empregadas com carteira assinada, o pagamento geralmente é realizado pela empresa, que depois compensa o valor junto à Previdência Social.
Para demais seguradas, o pagamento costuma ser realizado diretamente pelo INSS.
Como solicitar salário-maternidade no INSS
Atualmente, o pedido do benefício pode ser feito inteiramente pela internet, sem necessidade de comparecer presencialmente a uma agência previdenciária.
O procedimento normalmente envolve os seguintes passos:
Acessar o portal ou aplicativo Meu INSS;
Informar CPF e senha cadastrados;
Buscar pela opção de solicitação do salário-maternidade;
Preencher as informações solicitadas;
Anexar a documentação necessária.
Entre os documentos que podem ser exigidos estão:
documento de identificação com foto;
CPF;
certidão de nascimento da criança;
termo judicial de adoção ou guarda (quando aplicável);
atestado médico para afastamento antes do parto.
Qual o prazo para pedir salário-maternidade?
O pedido do benefício pode ser realizado em até cinco anos após o fato que gerou o direito, como o nascimento da criança ou a decisão judicial de adoção.
Embora exista esse prazo relativamente amplo, é recomendável que o requerimento seja feito o quanto antes, para evitar atrasos no recebimento do benefício.
Considerações finais
O salário-maternidade representa um importante mecanismo de proteção social, assegurando que a segurada possa se afastar de suas atividades profissionais durante o período inicial de cuidados com o filho sem perder completamente sua fonte de renda.
Como as regras previdenciárias podem variar conforme o histórico de contribuições e a situação específica da segurada, é importante compreender corretamente os requisitos legais e os procedimentos necessários para a solicitação do benefício.
Informações claras e confiáveis são fundamentais para garantir que o direito seja exercido de forma adequada.

